Não, os Jetsons não são o futuro, pelo menos não por enquanto…

Às vezes até parece que o mundo caminha mesmo para carros voadores e robôs que fazem todo o trabalho doméstico, não é? Quem nunca quis ter uma Rosie uma casa? Com as tecnologias recentes e entregas de pizza feitas por drone, dá até para imaginar que o próxima novidade do Vale do Silício sejam os carros voadores. Mas vamos com calma.

O que se vê hoje, no cenário nacional, é uma tendência na busca por experiências e simplicidade, sem que se exclua a tecnologia. São Paulo, não a toa, tem experimentado ter sua principal avenida fechada aos domingos (ou aberta para os pedestres, como quem usufrui dessa liberdade costuma chamar), praças com Wi-Fi livre e parklets espalhados pela cidade. Independente da posição política, é inegável que há de fato demanda para todas essas iniciativas. E o que as empresas privadas podem fazer? Já dizia o ditado, se você não pode lutar contra eles, melhor se unir. Foi o que o Itaú e o Bradesco fizeram, por exemplo, ao oferecer bicicletas para o pessoal, clientes ou não.

Se antes os principais concorrentes dos shoppings eram, de certa forma, os próprios shoppings, hoje é preciso ousar inovar para atrair o público para o espaço privado quando o espaço público pode soar tentador. Aumentar o espaço destinado ao descanso e lazer, revitalizar os canteiros e jardins e oferecer Wi-Fi, já são medidas capazes de aumentar consideravelmente o tempo no empreendimento. Completar o tenant mix com serviços, como se sabe, também incentiva a visitação ao mall, mas abrir o shopping para feiras itinerantes e disponibilizar o espaço para outros tipos de eventos que se relacionem com o target, podem ser uma saída mais certeira. Assusta diminuir o espaço do estacionamento para oferecer espaço para uma feira de adoção de pets? Certamente, mas assusta ainda mais não aproveitar a chance de criar conexões reais com os seus clientes.

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